Taça Jules Rimet:
De 1930 até 1970, a cada vencedor do Campeonato do Mundo de Futebol, era concedida a Taça Jules Rimet. Originalmente a Taça dava pelo nome de “Vitória”, mas passou a ser chamada de Taça do Mundo. Só chegando a 1946 mudou de nome para Jules Rimet, em homenagem ao ex-presidente da FIFA e da Federação Francesa de Futebol, um dos grandes impulsionadores da realização do torneio mundial de selecções.
A Taça Jules Rimet foi criada pelo senhor Abel Lafleur. Era feita de ouro e liga de prata, numa base azul de lápis-lazúli, medindo 35 centímetros e com um peso de 3,8 quilogramas e tinha uma forma octogonal, representativa da deusa grega da vitória, Niké.
No decorrer da Segunda Guerra Mundial o troféu, na altura em posse da Itália, vencedores dos Mundiais de 1934 e 1938, foi transportado secretamente numa caixa de sapatos, por forma a prevenir que caísse em mãos erradas, neste caso dos nazis.
Outro episódio engraçado que ocorre com esta Taça aconteceu quatro meses antes do Mundial de 1966, tendo sido roubada durante uma exposição pública mas encontrada sete dias mais tarde num jardim em Londres, por um cão chamado “Picles”.
Em 1983, no Brasil, a Taça Jules Rimet foi roubada, para nunca mais aparecer, suspeitando-se que tenha sido derretida pelos ladrões.
A Taça encontrava-se no Brasil pois este tinha conquistado a sua posse definitiva em 1970, quando obteve o seu terceiro título de campeão mundial, no México. A partir do Mundial da Alemanha em 1974, passa a ser entregue um novo troféu aos vencedores, a Taça FIFA.
A Taça FIFA foi escolhida a partir da avaliação de 53 modelos diferentes. Esta escolha recaiu sobre uma taça de ouro maciço de 18 quilates que mede 36 centímetros e pesa 6,175 quilogramas, desenhada por um italiano, Silvio Gazzaniga.
Cada campeão do Mundo conquista o direito de guardar a taça durante 4 anos, até à próxima edição. Após este período, o detentor do troféu recebe uma réplica do original. Nenhuma selecção terá direito à posse definitiva desta Taça FIFA, ao contrário do troféu Jules Rimet, entregue definitivamente ao primeiro vencedor de três Campeonatos do Mundo, neste caso o Brasil.
A hipótese de uma substituição da Taça FIFA é bem provável, quando o espaço onde é gravado o nome dos vencedores se esgotar. Ainda assim nenhuma selecção terá a sua posse definitiva, ficando esta aos cuidados da FIFA.
Troféu do Campeonato do Mundo da África do Sul
Quando o troféu do Campeonato do Mundo de 2010 chegar à África do Sul, terá passado por 86 países em 225 dias e percorrido um total de 134.107 quilómetros. Esta volta ao mundo teve início em Zurique, na Suíça. Nos 225 dias o troféu passará também em todos os países do continente africano, que é pela primeira vez sede do evento, nesta rota definida pela FIFA e que é apelidada pela própria como a maior tournée da taça em todas as edições do Mundial de Futebol.
A primeira paragem do troféu foi no Cairo, Egipto. Em Fevereiro deste ano, a Taça FIFA chegou ao Brasil, país conhecido pela enorme euforia em torno do futebol, e contou com a participação de Pelé na sua apresentação no Rio de Janeiro. O troféu foi exposto ao público num pavilhão com cinco ambientes diferentes contando a história dos Mundiais, com capacidade para acolher 10 mil pessoas. Em São Paulo foi exposta ao público no Memorial da América Latina, a 9 de Fevereiro.
No Mundial de 2006 o troféu percorreu 29 países, começando em Acra, no Gana, e terminando em Roma, na Itália. Curiosamente, em 2006, foi a própria Itália que se sagrou campeã do Mundo, adquirindo o direito de guardar a Taça durante os 4 anos que antecederam este Mundial na África do Sul.


