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A selecção do Chile, comandada por Marcelo Bielsa, chega ao Mundial da África do Sul em virtude de uma extraordinária fase de apuramento. Após 12 anos de ausência da competição, fruto de duas etapas de qualificação desastrosas, para a Coreia/Japão, em 2002, e para a Alemanha, em 2006, onde não foram além de um penúltimo e um sétimo lugar, os chilenos chegam novamente aos grandes palcos do futebol e das competições de selecções.
O Chile conta com um técnico experiente, que apesar de um resultado muito negativo à frente da Argentina no Mundial de 2006, eliminada na fase de grupos, é reconhecido pela sua qualidade por jogadores, colegas e imprensa. A sociedade chilena vê-o com grande euforia, desejando que continue no comando durante muitos anos, talvez esperançados que consiga conduzir a sua selecção a um resultado parecido com o de 1962, em que jogaram em casa e conseguiram o terceiro lugar na competição, a sua melhor participação de sempre.
Nesta oitava participação do Chile num Mundial, tendo em conta a facilidade com que obteve o apuramento, as expectativas de um bom resultado são muito elevadas. Para corresponder a estas expectativas, Bielsa conta com um grupo compacto, sólido na defesa, mas com um ataque pleno de qualidade. É no sector mais avançado que actuam três dos jogadores mais importantes da equipa. Humberto Suazo é o experiente e mortífero avançado que conclui as jogadas, tendo sido o melhor marcador da fase de qualificação da América do Sul, enquanto Alexis Sánchez é um jovem que explode nas alas, metendo os defesas contrários em sentido. Já Matías Fernández, que apesar de não estar a corresponder às expectativas criadas em seu redor na passagem pelo Sporting, tem a confiança do seleccionador e é o cérebro, o pensador de todo o jogo da selecção chilena.
Resta saber se conseguirão surpreender como sua última presença, em que deixaram marcas no Mundial de 1998 em França, graças à famosa dupla atacante formada por Marcelo Sala e Iván Zamorano.