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A Costa do Marfim marca, pelo segundo ano consecutivo, presença numa fase final de um Mundial de Futebol. Considerada a selecção africana mais forte, os “elefantes” pretendem fazer justiça ao favoritismo que lhe é atribuído pela imprensa africana e elevar o nome da Costa do Marfim para a ribalta do futebol. Para isso, a selecção da Costa do Marfim conta nas suas fileiras com jogadores de nível internacional como são os casos do capitão Didier Drogba e os irmão Yaya e Kólo Touré, habituados à alta roda do futebol e a grandes competições. Liderados pelo experiente Sven-Goran Eriksson, é no ataque que a selecção africana tem as suas maiores armas, com a dupla do Chelsea Drogba-Kalou, o jovem Gervinho do Lille, o experiente Bakary Koné do Marselha e o goleador do Galatasary Kader Keita como principais armas ofensivas. No meio campo, Zokora e Yaya Touré assegurarão as despesas, sendo Kólo Touré o líder defensivo.

É então esta a missão espinhosa de Eriksson: colocar em campo uma defesa acertiva, ao nível do ataque de respeito que a selecção dos “elefantes” possui. Para mais, competindo directamente por um lugar na fase seguinte com selecções como a brasileira e a portuguesa, com quem disputará o primeiro jogo. À semelhança do que se sucede com Portugal, a Costa do Marfim apostará forte na vitória no jogo inaugural do Grupo G, por forma a garantir rapidamente a qualificação para a fase seguinte.

Tal como se sucedeu em 2006, onde a Costa do Marfim integrou um grupo fortíssimo, com a Argentina e Holanda como principais favoritos, em 2010 terá Portugal e Brasil como cabeças-de-série. A grande diferença reside no terceiro país que a Costa do Marfim terá de enfrentar: a Coreia do Norte, de 2010, parece não ter a qualidade que a Sérvia, em 2006, tinha, pelo que se adivinha uma luta a três pelo apuramento para a fase seguinte. E num Campeonato do Mundo em África, a Costa do Marfim não terá dificuldades em adaptar-se ao intenso calor que se fará sentir em Junho, pelo que pode este ser um “factor de desempate“.